segunda-feira, 12 de novembro de 2012

José Dirceu é condenado a 10 anos e 10 meses AFP – 46 minutos atrás


O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos e 10 meses de prisão, nesta segunda-feira, por sua responsabilidade no esquema de compra de votos no Congresso durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
No chamado julgamento do século, Dirceu, chefe de gabinete entre 2003 e 2005 do governo do PT, foi acusado de ser o principal responsável pelo esquema de corrupção mantido durante o primeiro governo Lula (2003-2007), segundo o STF.
"A responsabilidade do julgado é extremamente elevada. Ele se valeu de suas posições de comando e destaque, tanto no Partido dos Trabalhadores como no governo federal" para se envolver em crimes de corrupção, ressaltou o juiz Joaquim Barbosa, relator do processo.
O STF também condenou José Genoino, ex-presidente do PT, a seis anos e 11 meses de prisão por sua participação no esquema de corrupção.
Dirceu, uma das referências históricas do PT e um ex-guerrilheiro que combateu a ditadura brasileira (1964-1985), foi condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha a 10 anos e 10 meses de prisão e a uma multa de quase 350.000 dólares, segundo a sentença lida em audiência pública.
Genoino, de 66 anos e presidente do PT na época do escândalo, deverá pagar com prisão e multa de 234.000 dólares pelos mesmos delitos.
Dirceu foi acusado de criar e comandar a rede de corrupção que desviou dinheiro público para comprar votos de legisladores da coalizão em troca de seu apoio às iniciativas do governo, no processo conhecido como "mensalão".
O ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva, que governou o Brasil até o final de 2010, sempre negou qualquer responsabilidade nos fatos e foi excluído do julgamento.
Com as condenações contra Dirceu e Genoino já são seis os sentenciados do grupo de 25 políticos e empresários considerados culpados.
O então poderoso ex-ministro - ainda em liberdade - tentou em vão convencer os juízes da inexistência de uma rede de corrupção durante o governo de Lula. Antes do veredicto já tinha antecipado sua decisão de permanecer no país e cumprir a ordem da corte.
Dirceu foi várias vezes presidente do PT fundado por Lula e coordenador da campanha que, pela primeira vez, levou o líder operário ao poder.
Nos anos 90, Dirceu foi eleito duas vezes deputado federal, e deixou sua cadeira em 2002 para ocupar o Ministério da Casa Civil (Presidência), um dos cargos mais próximos ao presidente.
Por causa do escândalo se afastou do governo e foi destituído da Câmara dos Deputados em 2005 e impedido de se eleger até 2015.
Com as condenações desta segunda-feira, o Supremo Tribunal Federal iniciou a etapa de condenação dos chamados responsáveis pelo núcleo político do 'mensalão', completado por Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido de Lula.O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos e 10 meses de prisão, nesta segunda-feira, por sua responsabilidade no esquema de compra de votos no Congresso durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
No chamado julgamento do século, Dirceu, chefe de gabinete entre 2003 e 2005 do governo do PT, foi acusado de ser o principal responsável pelo esquema de corrupção mantido durante o primeiro governo Lula (2003-2007), segundo o STF.
"A responsabilidade do julgado é extremamente elevada. Ele se valeu de suas posições de comando e destaque, tanto no Partido dos Trabalhadores como no governo federal" para se envolver em crimes de corrupção, ressaltou o juiz Joaquim Barbosa, relator do processo.
O STF também condenou José Genoino, ex-presidente do PT, a seis anos e 11 meses de prisão por sua participação no esquema de corrupção.
Dirceu, uma das referências históricas do PT e um ex-guerrilheiro que combateu a ditadura brasileira (1964-1985), foi condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha a 10 anos e 10 meses de prisão e a uma multa de quase 350.000 dólares, segundo a sentença lida em audiência pública.
Genoino, de 66 anos e presidente do PT na época do escândalo, deverá pagar com prisão e multa de 234.000 dólares pelos mesmos delitos.
Dirceu foi acusado de criar e comandar a rede de corrupção que desviou dinheiro público para comprar votos de legisladores da coalizão em troca de seu apoio às iniciativas do governo, no processo conhecido como "mensalão".
O ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva, que governou o Brasil até o final de 2010, sempre negou qualquer responsabilidade nos fatos e foi excluído do julgamento.
Com as condenações contra Dirceu e Genoino já são seis os sentenciados do grupo de 25 políticos e empresários considerados culpados.
O então poderoso ex-ministro - ainda em liberdade - tentou em vão convencer os juízes da inexistência de uma rede de corrupção durante o governo de Lula. Antes do veredicto já tinha antecipado sua decisão de permanecer no país e cumprir a ordem da corte.
Dirceu foi várias vezes presidente do PT fundado por Lula e coordenador da campanha que, pela primeira vez, levou o líder operário ao poder.
Nos anos 90, Dirceu foi eleito duas vezes deputado federal, e deixou sua cadeira em 2002 para ocupar o Ministério da Casa Civil (Presidência), um dos cargos mais próximos ao presidente.
Por causa do escândalo se afastou do governo e foi destituído da Câmara dos Deputados em 2005 e impedido de se eleger até 2015.
Com as condenações desta segunda-feira, o Supremo Tribunal Federal iniciou a etapa de condenação dos chamados responsáveis pelo núcleo político do 'mensalão', completado por Delúbio Soares, extesoureiro do partido de Lul
.(Agosto) Manifestante exibe uma imagem de Dirceu em frente ao Supremo


Apesar das críticas, Venezuela entra no Conselho de Direitos Humanos da ONU


Emilio López Romero.
Nações Unidas, 12 nov (EFE).- A Venezuela conseguiu nesta segunda-feira o respaldo majoritário da Assembleia Geral das Nações Unidas para entrar no Conselho de Direitos Humanos (CDH), apesar das críticas de organizações internacionais, em uma eleição na qual também foram escolhidos Brasil e Argentina pela América Latina, para o lugar de Cuba, México e Uruguai.
"É uma vitória arrasadora e sem precedentes da revolução bolivariana que demonstra o apoio da comunidade internacional a nossas políticas e que põe em evidência que na Venezuela estão sendo cumpridos de maneira escrupulosa os direitos fundamentais", disse à Agência Efe o embaixador venezuelano, Jorge Valero.
A votação foi "lamentável e terrível" para os direitos humanos, comentou à Efe o presidente da Human Rights Foundation, Thor Halvorssen, prevendo que os representantes da Venezuela se dedicarão a bloquear com "procedimentos técnicos e artimanhas" qualquer tentativa de denunciar violações "em seu país ou de seus aliados".
O CDH, com sede em Genebra, conta com 47 cadeiras, das quais 18 foram renovadas na votação de hoje, que foram ocupadas por Brasil, Venezuela, Alemanha, Argentina, Coreia, Costa do Marfim, Emirados Árabes, Estônia, Etiópia, Gabão, Irlanda, Japão, Cazaquistão, Quênia, Montenegro, Paquistão, Serra Leoa e Estados Unidos, este último reeleito para um segundo mandato de três anos.
Organizações como a Human Rights Fundation e a UN Watch criticaram a entrada de Venezuela, Costa do Marfim, Emirados Árabes, Etiópia, Gabão, Cazaquistão e Paquistão.
O embaixador venezuelano assegurou à Efe que seu governo não se preocupa com a opinião de organizações que, segundo disse, "são instrumentos de potências estrangeiras que financiam a subversão" em seu país, por trás das quais, acrescentou, há pessoas que "não têm credenciais democráticas".
"A Venezuela não se prestará jamais a que os direitos humanos sejam usados como pretexto para deslegitimar países soberanos", ressaltou o diplomata, defendendo o fim de uma "visão reducionista" das garantias fundamentais que deixa em um segundo plano os direitos econômicos, sociais e culturais frente aos civis.
Para Halvorssen, a votação prejudica a credibilidade do Conselho, pois abriu as portas a países com um histórico que, segundo sua opinião, "deixa muito a desejar".
"Como é possível? Não é uma questão do norte ou sul. Aqui se debate entre o que está certo e o que está errado, entre direitos humanos e violadores de direitos humanos", declarou Halvorssen, para quem a única coisa que resta a fazer é "seguir expondo" à opinião pública os países que violam os direitos humanos.
Pela Ásia, Japão, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Cazaquistão e Paquistão substituirão Arábia Saudita, Bangladesh, China, Jordânia e Quirguistão; pelo Leste Europeu, Estônia e Montenegro sucederão Hungria e Rússia; e, pela África, Costa do Marfim, Etiópia, Gabão, Quênia e Serra Leoa entraram no lugar de Camarões, Djibuti, Mauritânia, Mauricio e Nigéria.
Por parte do bloco de países ocidentais, os EUA conseguiram manter seu posto no Conselho de Direitos Humanos, enquanto Bélgica e Noruega serão substituídos por Alemanha e Irlanda, após uma votação na qual ficaram de fora a Grécia e a Suécia.
Os EUA, através de sua secretária de Estado, Hillary Clinton, agradeceram o apoio que permitiu que seu país permaneça mais três anos no Conselho, após o que qualificou como uma disputa "muito concorrida" com outros países ocidentais que são "todos campeões de direitos humanos".
Em comunicado, a chefe da diplomacia americana destacou que a Casa Branca seguirá trabalhando com a comunidade internacional para enfrentar as preocupações "urgentes e sérias" em matéria de direitos humanos no mundo, "fortalecer" o Conselho e equilibrar a "desproporcional" fixação desse organismo com Israel.
O Conselho de Direitos Humanos foi criado no dia 15 de março de 2006 pela Assembleia Geral para substituir a Comissão de Direitos Humanos, suprimida após 60 anos de trabalhos pela crise de legitimidade na qual tinha caído por decisões vistas como parciais, politizadas e desequilibradas.
Trata-se de um órgão intergovernamental da ONU responsável de fortalecer a promoção e proteção dos direitos humanos no mundo, entre cujas obrigações está realizar um exame periódico universal em cada um dos países-membros da ONU e celebrar sessões ordinárias e extraordinárias sobre temas concretos. EFE


Lisboa, 12 nov (EFE).- Centenas de manifestantes protestaram nesta segunda-feira contra a visita da chanceler alemã, Angela Merkel, a Portugal, na frente do centro de convenções onde participava de uma reunião de empresários dos dois países.
"Vá embora, Merkel" e "Morra, Merkel", eram alguns dos lemas dos cartazes e dos gritos dos manifestantes perante o Centro Cultural de Belém (CCB), rodeado por centenas de policiais.
Os manifestantes queimaram um boneco que representava a chanceler vestida com uniforme nazista e derrubaram algumas cercas de proteção, mas não houve confronto com o contingente policial.
Maria Elena Salgueiro, de 70 anos, uma manifestante que levava um cartaz contra Merkel, disse à Agência Efe que não quer que seu país seja "uma colônia alemã" e acusou Berlim de "afundar" Portugal e os demais países periféricos da Europa.
Várias plataformas cívicas apoiadas por partidos de esquerda e sindicatos haviam convocado uma manifestação para expressar seu repúdio à visita, soltaram balões pretos e encheram vários monumentos lusos de cartazes contra Merkel e o governo conservador português.
Conhecidos intelectuais lusos publicaram um manifesto contra a visita da chanceler e, da mesma forma que o Partido Verde, a declararam "persona non grata".
Merkel realizou uma visita de seis horas a Portugal, em meio a fortes medidas de segurança, na qual se mostrou compreensiva em relação aos protestos nas democracias.
Embora tenha reconhecido as "dificuldades" vividas na Europa, não deixou de defender as medidas de ajuste e o cumprimento das duras e impopulares reformas empreendidas em Portugal como única via de tornar suas finanças sustentáveis.
Além da reunião com os empresários e com o chefe de Estado luso, Aníbal Cavaco Silva, ambas na mesma área da cidade, fortemente protegida pela polícia, a chanceler só se deslocou por Lisboa para se reunir com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. EFE

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sarah Menezes visita Cataratas do Iguaçu antes de acender a pira da Olimpíada Universitária


Medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Londres, a judoca Sarah Menezes visitou as Cataratas do Iguaçu, na manhã desta quinta-feira. A piauiense ficou impressionada com a força da natureza horas antes de acender a pira da Olimpíada Universitária, na cerimônia de abertura realizada no Mirante Central da Usina Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR).
- Imaginava que era muito bonito, pelo que via pela televisão. Mas ao vivo é realmente impressionante. O volume de água é simplesmente inexplicável - disse Sarah, acompanhada do técnico que a revelou para o esporte, Expedito Falcão, seu filho Kenji Falcão, de 10 anos, e o também judoca da equipe piauiense Luiz Figueiredo.
A judoca, que em diversos momentos ficou em silêncio, apenas observando as cataratas, não vai disputar a edição deste ano na Olimpíada Universitária. Campeã em Blumenau 2010, Sarah ainda não voltou com força total aos treinos após o ouro olímpico, o que acontecerá no início do mês que vem. Ela fica em Foz do Iguaçu até o dia 22 acompanhando a equipe do Piauí. Depois disso, a judoca volta para casa e logo depois embarca para Salvador (BA), onde será realizado o Mundial por Equipes, de 27 a 28 de outubro.
Cerca de 3 mil atletas de todos os estados brasileiros disputam a Olimpíada Universitária este ano. Os esportes individuais abrem a competição. Ainda nesta quinta-feira, será realizada a primeira rodada do torneio de xadrez, no Centro de Convenções de Foz do Iguaçu. Os combates do judô e as disputas do atletismo e da natação começam na sexta-feira e vão até domingo, no Complexo Esportivo Costa Cavalcanti. Os torneios de basquete, futsal, handebol e vôlei começam no dia 23 com as partidas pela fase classificatória.

Bancada ruralista perde conquistas com vetos ao Código


Os nove vetos que a presidente Dilma Rousseff impôs ao texto do Código Florestal aprovado no final do mês passado pelo Congresso Nacional, que constam da lei publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União (DOU), anulam as principais conquistas obtidas pela bancada ruralista durante as discussões do tema na comissão mista especial do Congresso Nacional que analisou a matéria.
Os benefícios aos médios produtores rurais na recuperação das matas nas margens dos rios, o plantio de árvores frutíferas na recomposição das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a possibilidade de regularização da situação relativa às autuações antes de junho de 2008, a partir da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), foram eliminados na nova legislação.
A presidente Dilma anulou um dos pontos mais comemorados pelos ruralistas, que foi a redução para 15 metros da obrigatoriedade de recomposição florestal em propriedades com áreas entre 4 a 15 módulos nos rios com até 10 metros de largura. O governo retomou a proposta original, que prevê a faixa de recuperação das matas de acordo com o tamanho das propriedades, observando o mínimo de 20 metros e máximo de 100 metros contados da borda da calha do leito regular dos rios.
A presidente Dilma Rousseff também vetou a exclusão da obrigatoriedade de reflorestamento nas margens dos reservatórios artificiais de água que não decorram de barramento ou represamento de cursos d'água e impediu que o cômputo das Áreas de Preservação Permanente no cálculo do porcentual da Reserva Legal do imóvel ficasse restrito a 50% da área do imóvel nas regiões fora da Amazônia, onde o limite permitido é de 80%.
Outra proposta vetada é a que garantia o uso das áreas consolidadas, pois limitava a exigência de recomposição a 25% da área total do imóvel no caso dos proprietários que até junho de 2008 detinham até 10 módulos fiscais fora da Amazônia Legal.

Revista Newsweek abandona versão em papel


(Reuters) - A revista semanal de notícias norte-americana Newsweek publicará sua última edição em papel em 31 de dezembro e adotará formato completamente digital no começo do ano que vem, informaram dois importantes executivos da publicação na quinta-feira.
A nova revista digital será conhecida como Newsweek Global e terá uma edição mundial unificada, de acordo com mensagem publicada no site Daily Beast.
A revista será bancada por assinaturas e estará disponível para leitores eletrônicos e tablets, e também na Internet, com algum conteúdo disponível no site Daily Beast, disseram Tina Brown, a editora chefe da Newsweek Daily Beast, e Baba Shetty, presidente da companhia, na mensagem.
"Estamos conduzindo uma transição com a Newsweek, e não dizendo adeus à revista", afirmaram Brown e Shetty no comunicado. A decisão de suspender a publicação da versão em papel da revista criada 80 anos atrás se deve "à situação econômica desafiadora da produção e distribuição de uma publicação em papel".
A transição envolverá cortes de pessoal, mas a mensagem não informa quantos.
A Newsweek, que se fundiu ao site Daily Beast, de Brown, em 2010, vem conquistando audiência crescente, em parte devido à popularidade de aparelhos como Kindle, da Amazon, iPad, da Apple, e Nook, da Barnes & Noble.
O crescimento levou a Newsweek a um "ponto de inflexão", no qual se tornou mais efetivo distribuir a publicação apenas via canais digitais, disseram Brown e Shetty.
Barry Diller, veterano executivo de mídia e presidente-executivo da IAC/InteractiveCorp, que detém participação majoritária na Newsweek Daily Beast, havia declarado em julho que estava estudando transformar a Newsweek em revista exclusivamente online, devido ao custo de "produção" de uma publicação semanal.
O Daily Beast recebe mais de 15 milhões de visitantes únicos por mês, alta de 70 por cento sobre um ano antes, com grande parte sendo atraída pela Newsweek.
O volume de páginas de anúncios publicitários em revistas dos Estados Unidos caiu 8,8 por cento no primeiro semestre de 2012, segundo dados do Information Bureau, da Publisher. A Newsweek teve uma performance melhor, com alta de 7,6 por cento durante o período.
Mas a circulação da revista tem caído há vários anos nos EUA, recuando do recorde de cerca de 3 milhões para cerca de 1,5 milhão atualmente.

Planner espera medidas do governo para segurar juros

Mesmo que ocorra algum desvio mais elevado da inflação do que o esperado no IPCA de 2013, o governo não responderá, de imediato, com elevação da taxa de juro básico. A previsão é do economista-chefe da Planner Investimentos, Eduardo Velho. Para ele, em um cenário de eventual desvio da inflação, o governo responderia com medidas macroprudenciais, como elevação do compulsório bancário, do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), reversão de parte das isenções fiscais já concedidas, restrições normativas no âmbito do crédito ou novo contingenciamento fiscal.
"Ou seja, a elevação da Selic estaria, em nossa avaliação, como última opção de política monetária. Por isso, esperamos manutenção da Selic em 7,25% ao ano até pelo menos dezembro de 2013", afirma Velho. Desta forma, o economista diz vislumbrar espaço de ajuste para baixo na mediana das expectativas de mercado em relação à projeção para a Selic no final do próximo ano na pesquisa Focus, que ainda projeta uma pequena alta.
Velho afirma ainda que, pela evidência da política econômica em curso, é mais provável uma redução da taxa de juro no biênio 2013-2014 do que uma elevação. "Mas é claro que este movimento dependerá significativamente do cenário de preços de commodities e do crescimento mundial", pondera.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

FBI impede atentado com carro-bomba em Nova York


Um bengalês de 21 anos supostamente ligado à rede Al-Qaeda foi detido nesta quarta-feira, em Nova York, quando tentava atacar o Federal Reserve da cidade com um carro-bomba, informaram autoridades americanas.
Quazi Mohammad Rezwanul Ahsan Nafis foi detido de manhã perto da sede do Fed no sul de Manhattan depois de detonar o que acreditava ser uma bomba de 1.000 libras (cerca de 450 quilos) colocada em um carro, explicou a Procuradoria.
No entanto, o suspeito não sabia que as duas pessoas que acreditava ter como cúmplices e que haviam fornecido a ele os falsos explosivos fossem um informante e um agente disfarçado do FBI, o Departamento Federal de Investigações americano.
Nafis foi acusado de tentativa de uso de arma de destruição em massa e de tentativa de fornecer material à rede terrorista Al-Qaeda.
O jovem bengalês chegou aos Estados Unidos no início do ano "com o objetivo de realizar um ataque terrorista contra o território americano", assinalou a promotoria federal do Brooklyn, encarregada do caso.
"Nafis, que afirma ter conexões com a Al-Qaeda no estrangeiro, tentou recrutar indivíduos para formar uma célula terrorista dentro dos Estados Unidos e também buscou de maneira ativa contatos com a Al-Qaeda nos Estados Unidos para ajudá-lo a concretizar o ataque", segundo a promotoria.
Após avaliar várias possibilidades, incluindo matar um alto funcionário americano ou atacar a Bolsa de Nova York, Nafis decidiu explodir o prédio do Federal Reserve na cidade.
Durante a investigação, o agente do FBI disfarçado forneceu ao jovem 20 bolsas com cerca de 22 quilos de falsos explosivos cada que seriam detonadas próximo ao prédio.
Na manhã desta quarta-feira, Nafis colocou os cerca de 450 quilos de "explosivos" em uma caminhonete e dirigiu até o prédio do Federal Reserve junto com o agente do FBI.
Após estacionar o veículo, o jovem caminhou até um hotel próximo e tentou detonar a bomba, sendo imediatamente detido pelas autoridades.
De acordo com a promotoria, o jovem escreveu uma carta assumindo a responsabilidade pelo ataque na qual afirmava querer "destruir os Estados Unidos" e chamava de "querido" Osama bin Laden, fundador da Al-Qaeda morto por tropas americanas em maio de 2011.
Segundo o chefe da polícia de Nova York, Ray Kelly, já ocorreram mais de 15 tentativas de atentado em Nova York desde os ataques de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center, que deixaram mais de 3 mil mortos .
Sede do Fed em Manhattan

FBI prende suspeito de preparar atentado no Fed


NOVA YORK, 17 Out (Reuters) - O FBI prendeu na quarta-feira um cidadão de Bangladesh, de 21 anos, acusado de tentar explodir a sucursal do Federal Reserve (banco central norte-americano) em Nova York, trama que envolvia uma bomba de 450 quilos e foi descoberta num flagrante preparado, segundo autoridades federais.
Quazi Mohammad Rezwanul Ahsan Nafis pode ser indiciado por tentativa de usar arma de destruição em massa e fornecer assistência material à Al Qaeda, segundo nota do Departamento de Justiça.
A população não esteve em perigo, porque os explosivos entregues a Nafis na operação policial não estavam em condições de uso.
Nafis chegou aos EUA em janeiro e cogitou vários alvos para um atentado, como algum alto funcionário governamental ou a Bolsa de Nova York. Decidiu-se finalmente pela subsede do Fed em Manhattan, segundo a queixa criminal.
(Reportagem de Basil Katz)

Sindicatos da UE convocam nova jornada de ações contra medidas de austeridade


Bruxelas, 17 out (EFE).- Os sindicatos da UE convocaram, nesta quarta-feira, uma nova "jornada de ação europeia" contra as medidas de austeridade que serão aplicadas nos Estados-membros no próximo dia 14 de novembro, data em que os sindicatos espanhóis programaram uma greve geral.
A convocação foi decidida pelo Comitê Executivo da Confederação Europeia de Sindicatos (CES), em reunião realizada em Bruxelas, na qual participaram o secretário-geral da Confederação Sindical da Comissão de Trabalhadores (CCOO) e o atual presidente da CES, Ignacio Fernández Toxo, além do secretário-geral da UGT, Cándido Méndez.
A "jornada de ação e solidariedade" de 14 de novembro consistirá em "greves, manifestações, passeatas e outras ações" organizadas de forma coordenada pelos sindicatos nacionais de todos os Estados-membros, segundo explicou a CES em comunicado.
No marco da jornada europeia, CCOO, UGT, USO, estão convocando uma nova greve geral na Espanha, embora a decisão definitiva deve ser tomada em seus respectivos órgãos executivos.
A predisposição para fazer coincidir uma greve geral com a convocação europeia no 14-N é "bastante clara" entre os sindicatos espanhóis, segundo disse à Agência Efe fontes do CCOO.
As mesmas fontes apontaram que sexta-feira é o dia "chave" para tomar uma decisão a esse respeito, já que nesse dia estarão reunidos os máximos órgãos de direção entre congressos do CCOO (Conselho Confederal) e do UGT (Comitê Confederal).
Neste mesmo dia, será realizada uma reunião prévia da Cúpula Social - criada em 25 de julho e formada por 150 organizações civis e sindicais - que se pronunciará sobre uma possível greve geral.
A "jornada de ação europeia" foi fixada em 14 de novembro, aproveitando a greve geral já convocada em Portugal e, além da Espanha, é "muito possível" que a Grécia organize uma parada brusca das atividades em todos os setores econômicos, segundo fontes já citadas.
Os sindicatos da Itália, Chipre e Malta também se mostraram dispostos a aderir à greve geral.
Com esta nova ação conjunta, os sindicatos europeus pretendem "expressar a forte oposição às medidas de austeridade que estão arrastando a Europa para uma estagnação econômica,a grave recessão e o desmantelamento contínuo do modelo social europeu", segundo disse a CES.
Estas medidas, "ao invés de restabelecerem a confiança na economia da UE, estão servindo para piorar as desigualdades e aumentar as injustiças", acrescentou a Confederação Europeia de Sindicatos.
A CES recalcou seu apoio à consolidação de "contas públicas sólidas" nos Estados-membros, mas acrescentou que a recessão "só pode ser detida, se os limites orçamentários relaxarem e os desiquilíbrios forem eliminados".
Os sindicatos europeus defenderam esta postura antes da cúpula de líderes da UE que será realizada amanhã em Bruxelas, durante um encontro, na terça-feira, entre os interlocutores sociais comunitários e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Duran Barroso.
Entre as prioridades da cúpula "não há soluções nem propostas" para corrigir o estado das contas públicas dos Estados-membros, para apostar pelo crescimento econômico e nem para resolver a grave situação do desemprego juvenil, afirmou Toxo, que participou do encontro como presidente da CES. EFE

Rússia critica sanções europeias contra Irã


A Rússia manifestou nesta quarta-feira preocupação com as sanções estabelecidas anteontem pela União Europeia contra o Irã, que "comprometem a retomada de negociações", em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.
"Estamos muito preocupados com a adoção pela União Europeia no dia 15 em outubro de uma nova série de sanções unilaterais contra o Irã", indicou o ministério neste comunicado.
"Nós repetimos: não consideramos as sanções unilaterais, introduzidas por Estados ou grupos de Estados evitando o Conselho de Segurança da ONU, como instrumentos legítimos de política internacional", acrescenta o ministério russo.
As sanções decididas pela União Europeia "comprometem a retomada de negociações com o Irã, que, a nosso ver, haviam registrado um progresso", considera a diplomacia russa, que taxou este tipo de medidas de "inaceitáveis".
"Somos obrigados novamente a constatar que os gestos desconsiderados dos países da União Europeia desferem um golpe sensível contra a unidade do grupo dos seis negociadores internacionais", indica Moscou.
"Vamos continuar a trabalhar constantemente pela organização o mais rápido possível da próxima rodada no formato 6 + Irã", conclui o Ministério das Relações Exteriores.

Turquia bombardeia Síria em represália a outro ataque na fronteira


Istambul, 17 out (EFE).- A artilharia turca bombardeou nesta quarta-feira o território sírio em represália pelo lançamento por parte dos sírios de um projétil de obus que impactou a poucos metros da fronteira, já em solo turco.
Segundo informou em seu site o escritório do governador da província turca de Hatay, o projétil sírio caiu a três metros da fronteira e a cerca de 150 metros de um povoado de Hacipasa, sem causar vítimas nem danos materiais, mas incendiando o local onde caiu.
Seguindo as regras de entrada em combate, que preveem abrir fogo em direção ao ponto de onde partiu o disparo, as forças fronteiriças turcas efetuaram um bombardeio, detalhou o comunicado.
Nas últimas semanas, várias bombas caíram na mesma área de Hacipasa, na faixa oriental da província de Hatay, enquanto outros impactaram perto de Akçakale, na província de Sanliurfa, onde no dia 3 de outubro morreram cinco pessoas atingidas por um projétil similar.
Desde então, a Turquia deu a ordem para responder qualquer disparo que alcance seu território. Fontes do governo indicaram à Efe que esta tática conseguiu afastar os combates da fronteira.
Embora este seja o primeiro projétil em mais de uma semana, a tensão segue alta e na sexta-feira dois caças F-16 turcos se aproximaram da fronteira para intimidar um helicóptero sírio que supostamente bombardeava unidades rebeldes. EFE

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Mais 71 usuários de crak são retirados de favelas ocupadas


RIO - Equipes da Secretaria municipal de Assistência Social (SMAS) recolheram, na manhã desta segunda-feira, 71 usuários de crack no entorno das das comunidades do Complexo de Manguinhos e do Jacarezinho, na Zona Norte. Entre os dependentes químicos retirados da rua estão três adolescentes. A operação ocorreu um dia depois da ocupação das comunidades de Manguinhos e Jacarezinho por forças de segurança para a implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).
O trabalho de acolhimento teve início às 6h30m e contou com18 funcionários da secreteria. Depois de identificados, os usuários de drogas foram encaminhados em seis vans para os abrigos da prefeitura. Os adultos irão para a unidade de Paciência e os adolescentes, para a Central de Recepção Carioca, no Centro.
A ação, coordenada por psicólogos, assistentes e educadores sociais, também teve o apoio de três carros da Delegacia da Criança e do Adolescente Vitimado (Decave) e de profissionais da 4ª Coordenadoria de Assistência Social (CAS) do município.
Logo depois da entrada das forças de segurança, a Secretaria municipal de Assistência Social recolheu 104 usuários de crack no entorno das comunidades. Entre eles, 15 eram menores, que foram levados para unidades de acolhimento da prefeitura. O trabalho foi realizado por 70 funcionários da secretaria, entre assistentes sociais, educadores e psicólogos. A secretária municipal de Assistência Social, Fátima Nascimento, diz que uma política sistemática para desintoxicação de usuários de drogas foi implementada pelo município em março do ano passado.
Horas antes da entrada dos policiais, os usuários haviam deixado as ruas. Muitos se deslocaram para a Favela Parque Alegria, no Caju, e para pontos isolados da Avenida Brasil. No entanto, dez horas após a retomada do território, eles já voltavam a ocupar a linha férrea que passa pelas favelas.
Para secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, o problema causado pelo crack nas grandes cidades do país é "muito sério". Ele disse, que, num primeiro momento, a questão deve ser encarada como prioritária pela área de saúde pública:
- Não estou me isentando de responsabilidade, mas essa é uma ação especial, que depende de um trabalho amplo, ligando vários segmentos. Até o momento, 104 pessoas foram apreendidas nas cracolândias de Manguinhos e Jacarezinho. Não podemos prender essas pessoas. Elas são usuários e precisam de tratamento.

IDPG-ID de 2012 sobe de 8,74 para 8,81

A mediana das projeções do mercado financeiro para o IGP-DI de 2012 subiu de 8,74% para 8,81%, segundo a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central. Há um mês, a taxa aguardada era de 8,51%. Para 2013, no entanto, a expectativa mediana passou de 5,38% para 5,32%. Há quatro semanas estava em 5,11%.
No caso do IGP-M, as instituições financeiras reduziram suas estimativas tanto para 2012, passando de 8,60% para 8,49%, quanto para 2013, de 5,25% para 5,18%. Quatro semanas atrás, a mediana do mercado para o indicador era de 8,36% para este ano e de 5,24% para o próximo ano.
Na análise dessas instituições, os preços administrados devem diminuir seu impacto sobre a inflação em 2012 e 2013, conforme o relatório de mercado Focus. Para este ano, a mediana das projeções passou de 3,50%, taxa vista quatro semanas atrás, para 3,45%. Já para o próximo ano, a mediana saiu de 4,20% há um mês para 4,00% na semana passada e agora está em 3,50%.
IPCA Top 5
A mediana das projeções para o IPCA deste ano no Top 5 de médio prazo subiu esta semana e apresentou uma arrancada ainda maior para 2013, conforme o relatório de mercado Focus, divulgado pelo Banco Central, nesta segunda-feira. De acordo com a mediana dessas cinco casas, a inflação deve ficar em 5,49% em 2012 - no levantamento anterior estava em 5,44% e, há um mês, em 5,24%. Já para 2013, a mediana aguardada no Top 5 para o IPCA está em 5,27%. Na semana anterior, a taxa era de 4,99% e, há um mês, estava em 5,20%.
Vale ressaltar que esse grupo de analistas elevou também no período de forma significativa suas projeções para o IGP-DI de 2012 (de 8,99% para 9,08%) e de 2013 (de 5,84% para 6,67%). Para o IGP-M, a mediana do Top 5 de médio prazo passou de 8,76% para 8,84%, para 2012, e de 5,58% para 5,56%, para o ano que vem. Para o câmbio, este grupo também projeta taxas mais altas do que a mediana vista no levantamento geral, já que, para os analistas do Top 5 de médio prazo, o dólar deve encerrar 2012 em R$ 2,03 e terminar 2013 em R$ 2,10. Para a Selic, a mediana das estimativas é de 7,25% ao ano tanto em 2012 quanto em 2013.
Por Célia Froufe | Estadão Conteúdo 

Portugual enfrenta orçamento sufocado para 2013


LISBOA, 15 Out (Reuters) - O governo de centro-direita de Portugal apresenta seu orçamento de 2013 nesta segunda-feira, pelo qual irá detalhar as medidas mais severas sob o resgate de 78 bilhões de euros e deve marcar o fim da aceitação relutante do país com austeridade.
O orçamento enfrentará oposição imediata do descontente povo português, que planeja marchar até o Parlamento para exigir a renúncia do governo e o fim da austeridade, que levou Portugal para a sua pior recessão desde a década de 1970.
O orçamento de 2013 deve trazer acentuados aumentos tributários, que podem somar mais de dois ou três salários mensais dos trabalhadores da classe média, para garantir que o país atinja as metas orçamentárias de acordo com o resgate. O ministro das Finanças, Vitor Gaspar, descreveu os aumentos planejados dos impostos como "enormes".
Economistas temem que tais medidas severas, que também incluem cortes de aposentadorias, um imposto sobre transações financeiras e impostos imobiliários mais altos, podem tragar Portugal para uma espiral recessiva como a Grécia, minando ainda mais o guia de austeridade inspirado pela Alemanha para países do euro altamente endividados.
As ações de austeridade do orçamento de 2013 vêm depois que o governo anunciou no mês passado um aumento nas contribuições à previdência social, que caíram logo após a erupção de protestos em massa. A oposição para as medidas tributárias alternativas deve ser igualmente forte.
Até mesmo o presidente conservador de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, criticou a medida orçamentária. "Nas atuais circunstâncias, não é correto exigir de um país que está sendo sujeito a um processo de ajustes orçamentários que atinja as metas fiscais a qualquer custo", escreveu Cavaco Silva em sua página do Face book.
Espera-se que a economia portuguesa tenha contração de pelo menos 3 por cento este ano e o governo espera um recuo de apenas 1 por cento em 2013 --uma previsão que não convence economistas. O desemprego já está em níveis recordes, acima de 15 por cento, e o governo espera que aumente para 16,4 por cento no ano que vem.
O esboço do orçamento de 2013 pode incluir novas previsões econômicas para o próximo ano.
Gaspar irá dar uma coletiva de imprensa para apresentar o esboço do orçamento de 2013 às 14h (horário de Brasília) nesta segunda-feira, depois de apresentar o documento ao Parlamento, informou o Ministério das Finanças de Portugal em comunicado.
(Reportagem de Axel Bugge)

sábado, 13 de outubro de 2012

Preso acusado de suceder Nem no comando do trafico na Rocinha


Rio de Janeiro, 13 out (EFE).- Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha prenderam neste sábado Rodrigo Belo Ferreira, o Rodrigão, acusado de chefiar o tráfico de drogas na comunidade, localizada em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Rodrigão, de 30 anos, foi preso na região conhecida como Roupa Suja, na própria Rocinha, onde estaria visitando sua mãe. O acusado não resistiu à prisão. Com ele foi encontrado uma pistola, que foi apreendida.
A polícia acredita que o suspeito tenha assumido o controle da venda de drogas na parte baixa da comunidade. Rodrigão é acusado de ter ficado com o lugar que era de Antônio Bonfim Lopes, o Nem, preso em novembro do ano passado, quando tentava deixar a Rocinha antes da ocupação pelas forças de segurança.
A prisão do suposto chefe do tráfico acontece às vésperas das operações de ocupação das favelas do Jacarezinho e do complexo de Manguinhos, na Zona Norte da capital fluminense. O Governo do Estado pretende instalar duas UPPs na região. EFE

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Rodovia Niterói-Marilha tem 12 quilômetros de congestionamento


RIO - O motorista que deixa a cidade do Rio de Janeiro neste feriado de Nossa Senhora Aparecida encontra vários pontos de lentidão. Quem segue para a Região dos Lagos, encontra 12 quilômetros de congestionamento na Rodovia Niterói-Manilha, entre as regiões de Itaboraí e São Gonçalo, devido ao excesso de veículos. No início da manhã, a Ponte Rio-Niterói teve quatro quilômetros de trânsito lento no sentido Niterói, mas a situação melhorou depois das 10h.
A situação na BR-040 (Rio-Juiz de Fora) também é ruim. Na subida da Serra de Petrópolis, altura do quilômetro 91, a queda de uma árvore deixa o trânsito em meia pista. Há 13 quilômetros de lentidão na via. Os motoristas devem redobrar a atenção, pois a visibilidade na serra é baixa devido ao mau tempo.
A Rodovia Presidente Dutra tem cinco quilômetros de congestionamento na altura de Nova Iguaçu, no sentido Rio. No sentidão São Paulo, a lentidão é de um quilômetro. Na Linha Vermelha e Avenida Brasil, o trânsito é bom nos dois sentidos.
Quem optou em sair do Rio em direção à Região dos Lagos e ao Norte do estado nesta quinta-feira enfrentou congestionamentos desde cedo. A vida dos motoristas piorou à noite, quando a cidade do Rio entrou em estágio de atenção devido à chuva.
O engarrafamento na Ponte Rio-Niterói, no sentido Niterói, começou nos acessos à via e foi até a saída para a Avenida do Contorno e a Alameda São Boaventura na maior parte do dia. Por volta das 22h30m, o tráfego já era normal em ambos os sentidos, de acordo com a CCR Ponte, a concessionária que administra a via.

Morrem três tripulantes na queda de avião anfíbio na Rússia


Moscou, 12 out (EFE).- Três pessoas morreram nesta sexta-feira na queda de um avião militar anfíbio Be-12 durante manobras de voo na península ucraniana da Criméia, informou o Ministério da Defesa da Rússia.
No acidente, que aconteceu durante a manobra de aterrissagem, sobreviveu apenas um dos quatro tripulantes do avião, acrescentou a fonte à agência oficial "RIA Novosti".
O oficial de rádio se salvou por estar na traseira do avião, a única parte do aparelho que não resultou totalmente destruída no impacto e no incêndio posterior.
Por enquanto, as autoridades militares cogitam tanto erros humanos como técnicos como motivos do acidente, mas já adiantaram que a visibilidade na pista de aterrissagem era boa.
O ministro da Defesa, Anatoli Serdiukov, ordenou o comandante da Frota do Mar Negro que presida a comissão de investigação encarregada de esclarecer o caso. EFE

FMI e BM apelam para a cooperação global como unica saída para a crise


Tóquio, 12 out (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) apelaram nesta sexta-feira para a colaboração de seus membros como a "única maneira" de evitar a crise, em reunião anual na qual o ritmo de aplicação dos programas de ajuste na Europa avivou os debates.
"O espírito de cooperação é a única maneira de avançar", ressaltou a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, no discurso que abriu a reunião plenária do Conselho de Governadores realizada hoje por ambos os organismos na capital japonesa.
Mediante tal cooperação, Lagarde considerou que devem ser superados três desafios: deixar para trás a crise para recuperar o crescimento e acabar com o "aumento" do desemprego, reduzir as desigualdades e, por último, completar a reforma do sistema financeiro, apesar dos altos custos que criticam alguns setores da indústria.
Neste último aspecto destacou os progressos no referente a melhorar as reservas de capital e liquidez, embora tenha admitido que se está "perdendo impulso" para executar o que foi pactuado e citou questões pendentes como os "derivados, os bancos na sombra e as instituições grandes demais para quebrar".
O organismo, que realiza amanhã a reunião de seu Comitê Monetário e Financeiro, insistiu em apregoar, um dia a mais, sua fórmula revisada para enfrentar a recuperação.
Isto acontece entre outras coisas para fomentar o crescimento e as políticas de acomodação, e para aplicar programas de ajuste "realistas" e "no ritmo adequado", em referência ao impacto que as medidas de austeridade tiveram em Espanha, Grécia, Portugal e Itália.
O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, apoiou por sua vez o rumo das reformas na Europa, onde considerou que as maiores incertezas terão sido superadas "em um ano".
Em um debate organizado no marco do encontro de Tóquio o político alemão disse que, de sua perspectiva, os planos de austeridade são políticas fiscais estáveis e que "se preocupar sempre com os protestos" impede a execução de medidas de sustentabilidade.
"Muitos protestaram contra as reformas trabalhistas. Mas o caso é que em vários países diminuíram os custos trabalhistas", afirmou Schäuble.
Por sua vez, o ministro de Economia espanhol, Luis de Guindos, considerou que as últimas previsões negativas do FMI sobre a Espanha "em absoluto invalidam o esforço de consolidação fiscal no país, e lembrou que as medidas adotadas foram bem recebidas pelo Eurogrupo".
"A projeções do FMI não estão escritas em bronze, e aí está todo o plano de atuação do Governo em medidas de política econômica de redução do déficit público, do fomento do crescimento econômico", acrescentou.
O ministro espanhol destacou de novo em Tóquio que o Governo "vai escolher o momento que considere mais adequado para tomar uma direção ou outra" a respeito de solicitar a presença do programa de compra de bônus (OMT) do Banco Central Europeu, e que nesse sentido não houve "a mínima pressão".
Também insistiu em que o Governo de Mariano Rajoy "não vai se movimentar em função do que as agências de rating dizem", ao se referir ao recente rebaixamento da nota da dívida espanhola por parte de Standard & Poor's, com a qual se mostrou em desacordo, da mesma forma que fez hoje Schäuble.
Em paralelo às assembleias, os ministros do Grupo dos Oito (G8) aproveitaram para manter um encontro no qual estudaram a situação nos países que viveram a Primavera Árabe e acertaram uma assistência financeira de US$ 164 milhões para Egito, Líbia e Tunísia para apoiar a transição.
No entanto, o montante total está muito abaixo dos US$ 250 milhões que foram falados inicialmente por algumas partes para estabelecer este Fundo de Transição para o Oriente Médio e Norte da África. EFE

líderes europeus comentam Nobel da Paz pra UE


OSLO - A premiação da União Europeia ao Nobel da Paz foi recebida com surpresa: hoje o bloco vice um de seus momentos mais difíceis, com a crise financeira e populações de muitos países-membros questionando a continuidade da UE. Veja abaixo a repercussão do prêmio entre líderes e políticos europeus.
Angela Merkel, chanceler alemã
"O fato do comitê do Nobel premiar entre ideia (a integração europeia) é um estímulo e uma obrigação, para mim de uma maneira muito pessoal (...) Seis décadas de paz na Europa é muito tempo para quem vive na UE, mas do ponto de vista histórico é um piscar de olhos. Temos que trabalhar sem descanso e continuar lutando por paz, democracia e liberdade."
Elio di Rupo, premier belga
"Neste tempo difícil, em que a UE é confrontada com os maiores desafios de sua existência, mostramos que só via solidariedade mútua e diálogo podemo tornar o amanhã melhor que hoje."
Catherine Ashton, chefe da diplomacia europeia
"Estou encantada com a notícia de que a UE venceu o Nobel da Paz de 2012, em reconhecimento ao seu trabalho por reconciliação, democracia, promoção dos direitos humanos e expansão da paz e da estabilidade no continente. Nos países da UE, inimigos históricos se tornaram parceiros próximos e amigos."
Frederik Heffermehl, crítico norueguês do Nobel da Paz
"Este é o melhor exemplo de que o prêmio foi apropriado pela elite política norueguesa. E a elite não tem interesse no Nobel."
General Anders Fogh Rasmussen, secretário da Otan
"A UE teve um papel vital na cura de feridas históricas e na promoção da paz, da reconciliação e da cooperação na Europa. Desde o início, a Otan e a EU dividiram valores comuns que ajudaram a moldar a nova Europa."
Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu
"A Europa passou por duas guerras civis no século XX, e conseguimos alcançar a paz graças à UE. A UE é a maior pacificadora da História."
José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia
"É uma grande honra para toda a UE, todos os 500 milhões de cidadãos, ser premiada pelo Nobel da Paz de 2012."

Não poderia estar mais orgulhoso; diz Obama sobre atuação de bidem


WASHINGTON - A primeira reação de Barack Obama após o debate entre os candidatos a vice-presidência dos EUA foi pelo Twitter: "Esta noite ficou provado mais uma vez que não se encontrará um defensor melhor da classe média que Joe Biden". Obama voltava de um comício em Miami no momento do debate e, segundo a Casa Branca, acompanhou o embate entre Biden e o republicano Paul Ryan pela televisão. A transmissão da noite de quinta-feira foi exaltada pela imprensa americana, que destacou a vivacidade do duelo entre os dois candidatos.
- Quero destacar que acredito que Joe Biden foi magnífico esta noite (quinta-feira) - disse Obama aos poucos repórteres que o acompanhavam a bordo. - Não poderia estar mais orgulhoso dele. Ele apresentou argumentos muito potentes, mostrou sua paixão na hora de garantir a melhoria da economia para a classe média, por isso estou muito orgulhoso dele.
O candidato republicano à Presidência, Mitt Romney, também comentou o debate de quinta-feira. No Twitter, o ex-governador de Massachusetts disse que "nem Baracl Obama nem Joe Biden têm histórico em que apoiar suas propostas nem um plano de futuro". Romney telefonou para Ryan, seu companheiro de chapa. Os dois conversaram por dez minutos, e Romney parabenizou o deputado por sua "fantástica atuação".
A campanha de Romney pediu na noite de quinta-feira ajuda a seus seguidores para alcançar a recuperação econômica que prometem, em uma tentativa de aumentar as arrecadações. Do lado democrático, uma campanha especial também foi inaugurada por causa do debate: a campanha de Obama enviou uma mensagem aos simpatizantes de Biden, pedindo doações para "felicitá-lo" por sua atuação na noite de ontem.
O vice-presidente americano chamou atenção por seus comentários irônicos, questionadores e áspero, em uma postura completamente diferente à adotada por Obama no último debate com Romney, quando parecia apático e na defensiva. Poucos minutos depois da transmissão, o estrategista republicano Seteve Schmidt reconheceu no canal MSNBC que não lembrava de um embate "tão acalorado" e que graças a Biden "os democratas vão poder acalmar essa sensação de pânico que os tomaram há alguns dias", uma referência à derrota de Obama no debate com Romney.
A imprensa americana destacou o emocionante debate. "Para quem gosta de política viva, este foi um grande debate", escreveu Chris Cillizza, no "Washington Post". O "New York Times" exaltou o embates de gerações: Ryan é 27 anos mais novo que Biden.
"Se Biden foi algumas vezes abertamente emocional, com uma forte presença, Ryan foi mais tranquilo, parecendo mais confiante, e fluente na política de sublinhar seus argumentos. Mas às vezes ele pareceu desconcertado pela agressividade de Biden e certos momentos ficou sem palavras diante das táticas do vice-presidente", escreveu o "New York Times".
Para analistas, a atuação de Biden amenizou o desempenho fraco de Obama contra Romney. O site Politico.com ressaltou que o vice-presidente "precisou de minutos" para fazer o que o líder democrata não fez: apontar as gafes de Romney. As pesquisas sobre o desempenho dos candidatos na quinta-feira, no entanto, divergiram. segundo a rede CNN, Ryan saiu-se melhor para 48% dos telespectadores, contra 44% que favoreceram Biden, considerado pela emissora um empate técnico. Já a CBS, que ouviu apenas eleitores indecisos, cravou vitória de Biden por 50% a 31%.

Papa admite "peixes maus" na igreja


CIDADE DO VATICANO, 11 Out (Reuters) - O papa Bento 16 conclamou na quinta-feira os católicos relapsos a redescobrirem sua fé, mas admitiu que dentro da própria Igreja existem "peixes maus".
O papa fez as declarações em dois grandes eventos diante de milhares de fiéis na praça de São Pedro, por ocasião do 50o aniversário da inauguração do Concílio Vaticano Segundo, um evento relevante nos 2.000 anos de história da Igreja.
"As últimas décadas viram o avanço da desertificação espiritual", afirmou ele em seu sermão na missa matinal que abriu o "Ano da Fé". "Vemos ao nosso redor que o vazio se espalhou."
Centenas de bispos assistiram à missa, além de representantes de outras Igrejas cristãs, como o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams. Os bispos estão em Roma para um sínodo no qual o Vaticano espera desenvolver uma estratégia para recuperar fiéis relapsos.
Mais tarde, na noite de quinta-feira, o papa fez um discurso de improviso da janela do seu apartamento, com vista para a praça, e aludiu ao escândalo de abusos sexuais e outros conflitos dentro da Igreja Católica, que reúne 1,2 bilhão de fiéis.
"Nestes anos, vimos que há discórdia nas vinhas do Senhor, vimos que na rede de Pedro também há peixes maus, que a fragilidade humana existe até mesmo na Igreja", afirmou.
"A navio da Igreja está navegando com fortes ventos contrários, em tempestades que ameaçam o barco, e às vezes chegamos a pensar que Deus está dormindo e se esqueceu de nós", afirmou.
O Concilio Vaticano Segundo (1962-65) é considerado um marco na modernização da Igreja. Durante esse evento, quase 3.000 bispos de mais de cem países escreveram 16 documentos sobre vários aspectos da vida eclesiástica e da sua missão, e recomendaram um maior "colegiado" (partilha de responsabilidades) entre o papa e seus bispos.
Entre as inovações estava a adoção da missa em língua vernácula, após séculos de celebrações apenas em latim.
O Concílio também encorajou o diálogo e o respeito com outras religiões, e repudiou o conceito de culpa coletiva dos judeus pela morte de Jesus.
Mas, 50 anos depois, o sínodo terá divisões. Liberais na Igreja dizem que Bento 16, que esteve no primeiro Concílio como jovem clérigo, fez a Igreja recuar em algumas reformas daquela época, e passou a centralizar novamente poderes no Vaticano.
Já os conservadores o elogiam por corrigir o que consideram erros na aplicação das ideias do Concílio. Eles avaliam, por exemplo, que o diálogo inter-religioso foi longe demais e enfraqueceu o ensinamento tradicional de que o catolicismo é a única fé verdadeira.